
O Rio Grande do Norte alcançou em 2023 o maior nível de ocupação já registrado no setor de serviços, com 168.496 trabalhadores formais. Os dados fazem parte da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2023, divulgada nesta quarta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O número representa um crescimento de 8,3% em relação a 2022, o que equivale a 14 mil novos postos de trabalho, e um salto acumulado de 58,1% desde 2007, quando a série histórica teve início.
O levantamento aponta que mais da metade dos trabalhadores formais do setor (53,9%) estão empregados em serviços profissionais, administrativos e complementares, que somaram 90,8 mil pessoas em 2023. Esse segmento foi também o que mais cresceu no período, com alta de 11,6% em relação ao ano anterior.

Na sequência aparecem os serviços prestados às famílias – como alimentação, alojamento, atividades culturais e esportivas – que empregaram 38,2 mil pessoas (22,7% do total).
Por outro lado, alguns segmentos registraram retração, como manutenção e reparação (-8,5%), correio e entrega (-8,4%), outros transportes (-14,1%) e outras atividades de serviços (-27%).
Salários menores que a média nacional
Apesar do recorde de ocupação, a remuneração dos trabalhadores potiguares permanece abaixo da média do país. Em 2023, o salário médio no setor de serviços do RN foi de 1,5 salário mínimo, enquanto a média nacional alcançou 2,3 salários mínimos – uma diferença de 34,5%.
As empresas potiguares desembolsaram R$ 4,2 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações no ano passado, um aumento de 12,2% em comparação a 2022.
Receita e empresas em alta
O número de empresas prestadoras de serviços não financeiros no Rio Grande do Norte chegou a 16,6 mil em 2023, um crescimento de 35,8% em dez anos. A maioria atua nos ramos de serviços às famílias (36,3%) e serviços administrativos e complementares (36,1%).
Juntas, essas empresas movimentaram uma receita bruta de R$ 20,4 bilhões em 2023, o equivalente a 5,9% do total gerado pelo setor no Nordeste. Em comparação ao ano anterior, a receita cresceu 16,3%.
Ainda assim, o estado ficou em 5º lugar no ranking nordestino de participação, atrás de Bahia (30,1%), Pernambuco (21,2%) e Ceará (18,3%). No recorte de uma década, houve uma leve perda de participação: o RN caiu 0,1 ponto percentual no peso relativo da receita do setor na região.
Números (2023)
- Número de empresas: 16.605
- Receita bruta: R$ 20,4 bilhões
- Pessoal ocupado: 168.496
- Salários e remunerações: R$ 4,2 bilhões
- Salário médio mensal: 1,5 salário mínimo
Série histórica da ocupação no setor de serviços no RN
- 2007 – 70.533 trabalhadores
- 2012 – 109.418 trabalhadores
- 2017 – 135.285 trabalhadores
- 2022 – 154.491 trabalhadores
- 2023 – 168.496 trabalhadores
Fonte: PAS/IBGE.