
O Ministério da Saúde habilitou, em dezembro de 2025, 11 novos Centros de Referência de Saúde do Trabalhador (CERESTs), ampliando a rede nacional para 239 unidades distribuídas em todos os estados e no Distrito Federal. No Rio Grande do Norte, um novo centro foi habilitado no município de João Câmara.
As habilitações foram oficializadas por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU). Cada unidade vai receber, em parcela única, o incentivo de R$ 100 mil para a implantação dos serviços. Além do Rio Grande do Norte, Alagoas, Bahia, Pará, Pernambuco, Rondônia, Rio Grande do Sul e Tocantins também passarão a contar com novos CERESTs.
Após a habilitação, cada unidade federativa tem o prazo de 90 dias, a partir do recebimento do incentivo financeiro, para atestar o funcionamento do centro. A Coordenação-Geral de Vigilância em Saúde do Trabalhador (CGSAT) realiza reuniões com representantes dos estados para orientar sobre os procedimentos e acompanha o andamento das implantações.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a ampliação da rede integra as ações do governo federal voltadas à saúde do trabalhador. “Em 2025, realizamos novamente uma conferência nacional de saúde do trabalhador, para ouvir a classe trabalhadora e construir políticas públicas participativas. Durante esse evento, eu anunciei a habilitação desses novos CEREST e agora celebramos a liberação de recursos para ampliação da nossa rede de assistência ao trabalhador e à trabalhadora do Brasil”, afirmou.
Com a nova habilitação, o Rio Grande do Norte passa a contar com cinco Centros de Referência de Saúde do Trabalhador, conforme dados da CGSAT. Os demais centros estão localizados em Natal, Mossoró e Caicó.
Os CERESTs atuam como serviços de retaguarda técnica em saúde do trabalhador para a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) e como espaços de articulação intersetorial. As unidades acolhem trabalhadores e avaliam se doenças ou sintomas apresentados estão relacionados às atividades exercidas.
O atendimento é destinado a assalariados, autônomos, avulsos, temporários, cooperativados, aprendizes, estagiários, empregados domésticos, aposentados e desempregados. Os centros também realizam análises da situação de saúde dos trabalhadores da região, vigilância em ambientes e processos de trabalho, ações de educação e registro de informações que podem subsidiar a formulação de políticas públicas.
Em 2024, o Ministério da Saúde reajustou os valores destinados à habilitação e ao custeio mensal dos CERESTs. A parcela única passou de R$ 50 mil para R$ 100 mil. Os repasses mensais de custeio foram ampliados para R$ 80 mil nos centros estaduais, R$ 60 mil nas unidades regionais e R$ 50 mil nos centros municipais.