SUPERFUNGO: RN CONFIRMA CASO DE CANDIDA AURIS EM PACIENTE INTERNADO

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O Rio Grande do Norte confirmou o primeiro caso da presença do fungo Candida auris, conhecido como “superfungo”, em um paciente internado no estado. A informação foi confirmada nesta quinta-feira 5 pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). O paciente é um espanhol de 58 anos, que segue internado e em isolamento.

Segundo a Sesap, o fungo gera preocupação das autoridades de saúde por apresentar resistência a medicamentos e por se instalar principalmente em pessoas com o sistema imunológico enfraquecido, no ambiente hospitalar.

A presença do fungo foi alertada pelo Laboratório Central do Estado (Lacen) no dia 20 de janeiro e confirmada após testes de genótipo realizados em um laboratório em São Paulo.

A pasta informou que o paciente permanece internado para tratamento de uma condição cardíaca que motivou a internação e apresenta quadro estável. A Sesap afirmou ainda que não há outros casos em investigação no estado e que a situação do paciente é supervisionada pelo Ministério da Saúde.

De acordo com as informações repassadas, o paciente deu entrada na unidade hospitalar no dia 16 de janeiro, com quadro de insuficiência cardíaca. Durante a internação, foram coletadas amostras de rotina e, no dia 20 de janeiro, por volta das 13h, o laboratório emitiu o alerta sobre a presença do fungo.

O hospital informou que adotou imediatamente as medidas de vigilância e prevenção recomendadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como isolamento de contato do paciente, reforço das orientações de higiene e comunicação à equipe de saúde.

Candida auris

A Candida auris é considerada um fungo emergente e raro no Brasil, com registros em poucos estados, como Bahia, Pernambuco e Minas Gerais. A infecção pode ser fatal. O fungo foi identificado pela primeira vez em 2009, no ouvido de uma paciente internada no Japão.

A Anvisa foi notificada sobre o possível primeiro caso positivo de Candida auris no Brasil em dezembro de 2020, em um paciente internado na Bahia. Desde então, o país registrou diversos surtos. De acordo com um alerta publicado em 2023 pela Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, fatores de risco associados ao fungo incluem internação em unidades de terapia intensiva, hospitalização prolongada ou em instituições de longa permanência, uso de cateter venoso central e outros dispositivos invasivos, tratamento prévio com antifúngicos, cirurgia recente, imunossupressão e diabetes.