‘SE FÁTIMA RENUNCIAR, DIREITA VAI TER UM NOME PARA DISPUTAR MANDATO TAMPÃO NO RN’, AFIRMA BABÁ

O pré-candidato a vice-governador Babá Pereira (PL), que compõe chapa com o pré-candidato ao governo Álvaro Dias (Republicanos), afirmou nesta terça-feira 3 que a oposição vai apresentar um candidato para disputar a eleição indireta para o Governo do Estado caso se confirmem as renúncias da governadora Fátima Bezerra (PT) e do vice-governador Walter Alves (MDB) antes do fim do mandato.

“Se a governadora renunciar, a direita vai ter um nome, sim, para concorrer”, declarou Babá, em entrevista à rádio Cidade. Segundo ele, o grupo acredita em “uma chance de vitória” na eventual disputa. Babá é o atual presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) e deverá deixar o cargo nesta quarta-feira 4 para ficar apto à disputa eleitoral.

Babá ponderou, no entanto, que ainda há incerteza quanto ao desfecho político. “Ninguém sabe realmente o que vai acontecer”, afirmou, destacando que faltam “mais ou menos 30 dias” para que o cenário se defina. Ele ressaltou que não é possível trabalhar apenas com hipóteses, enquanto não houver confirmação oficial das renúncias e das vacâncias.

O pré-candidato a vice-governador reconheceu que existem nomes discutidos internamente no campo da oposição, mas evitou citá-los. Lembrou que algumas lideranças já se colocaram publicamente, como o prefeito de Acari, Fernando Bezerra (Podemos).

O Rio Grande do Norte terá uma eleição indireta se forem confirmadas as renúncias já anunciadas da governadora Fátima Bezerra e do vice-governador Walter Alves. A lei estabelece que eles devem deixar os cargos até 4 de abril de 2026 caso queiram disputar as eleições de outubro. Fátima já anunciou que é pré-candidata ao Senado, enquanto Walter pretende concorrer a deputado estadual.

Na eleição indireta, os 24 deputados estaduais da Assembleia Legislativa terão de eleger um governador e um vice para concluírem o mandato da chapa Fátima/Walter — que se encerra oficialmente em 5 de janeiro de 2027. É o chamado “mandato tampão”. Pela Constituição, quando a vacância dupla ocorre nos dois últimos anos de mandato, a eleição indireta precisa acontecer em até 30 dias após a saída dos titulares.

Segundo a Constituição, no intervalo entre as renúncias e a realização da eleição indireta, o governo deve ser exercido pelo presidente da Assembleia Legislativa (atualmente o deputado estadual Ezequiel Ferreira, do PSDB) ou pelo presidente do Tribunal de Justiça (atualmente, o desembargador Ibanez Monteiro).

Fátima Bezerra tem defendido que, após sua renúncia, um nome ligado ao PT assuma o governo até o final do mandato. Ela tem apresentado o nome do secretário da Fazenda, Cadu Xavier (PT), mas o auxiliar tem enfrentado resistência na Assembleia Legislativa. Com isso, outros nomes também são avaliados.

“É mais do que legítimo que o PT possa indicar esse nome, visto que quem foi eleito nas urnas em 2018 e 2022 foi o Partido dos Trabalhadores. Então, é legítimo que o PT reivindique esse nome. O nome de Cadu Xavier foi colocado, mas Cadu desde o início sabe que nós trabalhamos com outras opções. Ele tem clareza exatamente disso”, afirmou Fátima Bezerra, em um café da manhã com jornalistas em 11 de fevereiro.

Entre os nomes considerados pelo governismo, está o do deputado estadual Francisco do PT, líder do governo na Assembleia, e o do secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Pesca, Guilherme Saldanha (PSDB), que é ligado politicamente ao presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira (PSDB).

Agora RN