
Essa história de “gratidão” na política é bonita no discurso. Na prática, é outra coisa. E no caso de Fátima Bezerra, a coveira do RN, a realidade é simples: quem foi traído foram Jaime Calado e Zenaide Maia.
Vamos aos fatos.
Na eleição municipal de São Gonçalo do Amarante, a máquina estadual e a máquina federal trabalharam contra Jaime Calado. Não foi pouca coisa. Foi estrutura, pressão e articulação política. Tudo para derrotar quem, teoricamente, era aliado. Resultado: tentaram esmagar Jaime.
Mesmo assim, Jaime venceu.
Quanto à senadora Zenaide Maia, a história também não bate com essa narrativa de ingratidão. Zenaide sempre foi fiel ao presidente Lula, votou com o governo e nunca rompeu com o campo que ajudou a elegê-la. O alinhamento dela em Brasília sempre foi claro.
Ou seja: não existe essa tese de “casal ingrato”.
O que existe é política. E política, no RN, tem memória curta. Primeiro tentaram derrotar Jaime usando a estrutura do poder. Agora querem posar de vítimas.
Convenhamos: quem usa a máquina para tentar destruir aliado não pode depois cobrar gratidão.
Fátima Bezerra é a ingrata e está com medo porque Zenaide hoje é muito mais forte que ela.
Do Blog do Gustavo Negreiros