
A matriz elétrica do Rio Grande do Norte superou a marca de 13,2 GW de potência outorgada, com 434 empreendimentos em operação comercial, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A eólica domina, com 81,69% da potência fiscalizada em todo o estado. Em 10 anos, a capacidade instalada em operação comercial por fonte eólica no Rio Grande do Norte aumentou 212%, saindo de 3,42 GW em 125 parques para os atuais 10,7 GW oferecidos por 319 parques.
Em segundo lugar na matriz elétrica potiguar estão as usinas fotovoltaicas, que respondem por 2,1 GW em 78 unidades. A energia solar representa 16,05%, com crescimento expressivo. As 78 usinas somam 2,1 GW fiscalizados.
Termelétricas contribuem com 2,23%, ou 293 MW em 36 empreendimentos. A Pequena Central Hidrelétrica responde por apenas 0,04%. Os dados refletem 434 empreendimentos em fase de operação na UF, destacando o avanço das renováveis na matriz estadual.
O Rio Grande do Norte se consolidou como a sexta maior potência em geração de energia elétrica do Brasil. A capacidade instalada outorgada atingiu a marca de 13,16 gigawatts (GW) em abril de 2026. O estado responde por 6,01% de toda a energia gerada no país.
O levantamento nacional aponta uma potência total outorgada de 219 gigawatts. O estado de São Paulo lidera o ranking brasileiro com 25,8 GW de capacidade instalada. Minas Gerais ocupa o segundo lugar com 25,2 GW, seguido pelo Pará com 22,8 GW. A Bahia aparece na quarta posição com 22 GW e o Paraná em quinto, com 17,7 GW. O Rio Grande do Norte fica logo atrás desse grupo produtivo.
O cenário nacional mostra que a maior parte da energia produzida vem de usinas hidrelétricas, que correspondem a 47,27% da potência instalada no país. As usinas termelétricas ocupam a segunda colocação na matriz energética brasileira, com 22,47% do total.
A fonte eólica, que tem forte presença no Rio Grande do Norte, responde por 15,94% da potência nacional. Os indicadores confirmam a relevância da produção estadual para o abastecimento brasileiro.
Eólicas offshore
A chamada pública “Soluções para Estruturas Autoinstaláveis de Parques Eólicos Offshore” segue aberto até o dia 30 de abril. O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai/RN) prorrogou a data após pedidos do setor produtivo. O projeto busca captar investidores para implantar uma planta-piloto em Areia Branca, sem finalidade comercial. O foco da unidade é a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação tecnológica no estado. A etapa inicial contempla a elaboração de estudos e de engenharia com um aporte de R$ 42 milhões. O empreendimento completo deverá ser desenvolvido ao longo de 30 a 36 meses.
O Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) conduz a iniciativa em parceria com a Dois A Engenharia. O órgão informou que não divulgará o número de participantes e detalhes das negociações durante o andamento da seleção. O novo cronograma estabelece a fase de avaliação estratégica das propostas entre os dias 4 e 15 de maio.
A planta-piloto terá capacidade instalada de até 24,5 MW e ficará situada a uma distância de 15 a 20 quilômetros da costa potiguar. A energia produzida abastecerá o Porto-Ilha de Areia Branca e contribuirá para a redução do uso de combustíveis fósseis. A iniciativa visa desenvolver, adaptar e validar uma solução nacional para a instalação de turbinas eólicas marítimas.
O modelo utilizará torres telescópicas de concreto pré-moldado e fundações com base de gravidade, além de sistemas flutuantes de apoio. O projeto contempla ainda estudos socioambientais, geofísicos e meteoceanográficos. O edital é voltado a empresas dos setores elétrico, de petróleo e gás e de infraestrutura offshore com experiência técnica nas áreas exigidas. As organizações selecionadas comporão uma aliança industrial colaborativa.