SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE DIVULGA LISTA DE PEIXES COM MAIOR RISCO DE CIGUATERA NO RN

Foto: José Aldenir

Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte reforçou, nesta sexta-feira 17, o alerta sobre os casos de ciguatera registrados no estado e orientou a população sobre os cuidados na compra e no consumo de pescados. Em vídeo divulgado pela pasta, o secretário de Saúde, Alexandre Motta, explicou os principais sintomas da intoxicação e destacou as espécies de peixes mais frequentemente associadas à doença.

ciguatera é uma intoxicação alimentar causada pela ingestão de peixes contaminados pela ciguatoxina, uma neurotoxina produzida por microalgas marinhas que se acumula em algumas espécies de peixes predadores.

Segundo a Secretaria de Saúde, os sintomas podem surgir poucos minutos após o consumo do pescado ou levar até 48 horas para aparecer.

Entre os principais sintomas estão:

  • Dor abdominal;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Coceira intensa;
  • Dores no corpo;
  • Dormência ou formigamento na língua e nas extremidades;
  • Inversão térmica (sensação de quente como frio e vice-versa);
  • Dor de cabeça;
  • Fadiga;
  • Fraqueza;
  • Tontura;
  • Gosto metálico na boca.

Em quadros mais graves, a intoxicação pode provocar complicações que exigem atendimento médico imediato.

Peixes de maior risco

Secretaria de Saúde informou que algumas espécies aparecem com maior frequência nas investigações epidemiológicas relacionadas aos casos de ciguatera. Entre elas estão:

  • Bicuda (barracuda);
  • Arabaiana;
  • Dourado;
  • Cioba;
  • Pescada-branca;
  • Galo-do-alto;
  • Pargo;
  • Sirigado;
  • Robalo.

A pasta ressalta que isso não significa que todos os peixes dessas espécies estejam contaminados, mas que eles são os mais frequentemente associados aos casos investigados.

Orientação à população

A recomendação da Secretaria de Saúde é que os consumidores adquiram pescados apenas em estabelecimentos regularizados e procurem atendimento médico caso apresentem sintomas após o consumo.

Outra orientação importante é não descartar o peixe consumido, já que a confirmação da ciguatera depende da análise laboratorial do alimento, o que auxilia na investigação e no controle de novos casos.