NO DIA NACIONAL DE LUTA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA, KLEBER DESTACA LEIS QUE AMPLIAM DIREITOS NO RN

Celebrado neste 21 de setembro, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência chama a atenção para a garantia de direitos, a acessibilidade e o enfrentamento das barreiras que ainda limitam a participação plena de milhões de brasileiros na sociedade.

Na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, o deputado Kleber Rodrigues tem concentrado parte de sua atuação na construção de políticas públicas para pessoas com deficiência, especialmente pessoas autistas, e suas famílias. Presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Pessoas com Deficiência, o parlamentar afirma que a inclusão deixou de ser apenas uma bandeira do mandato e se tornou um propósito de vida.

“As pessoas às vezes me perguntam: por que defender tanto a inclusão? Porque não consigo aceitar que alguém tenha o direito de estudar, trabalhar, praticar esporte ou se comunicar limitado pela falta de acessibilidade e de políticas públicas. Inclusão não pode ser um favor nem um discurso para uma data específica. É um direito e, para mim, tornou-se um propósito de vida”, afirma Kleber.

Entre as iniciativas mais recentes estão leis que asseguram a participação de pessoas com Transtorno do Espectro Autista em atividades esportivas; dispensam estudantes autistas do uso obrigatório de uniforme escolar quando houver dificuldade de adaptação; permitem a realização de terapias no contraturno escolar; e determinam a adoção da Comunicação Aumentativa e Alternativa em órgãos públicos.

Também integram esse conjunto de medidas a criação da pulseira lilás para identificação de deficiências ocultas e a proibição da exigência de biometria para pessoas com autismo e síndrome de Down quando houver impedimento ou dificuldade para realizar o procedimento.

Outras leis de autoria de Kleber garantem prazo de validade indeterminado para laudos que atestem o autismo, regulamentam a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA) e instituem a Sala Sensorial para acolhimento de pessoas com alterações no processamento sensorial.

Na área da educação, a atuação inclui normas voltadas ao acompanhamento de estudantes com dislexia e TDAH, à oferta de alimentação diferenciada para alunos com restrições alimentares e à presença de profissionais de psicologia nas escolas.

Para Kleber, o avanço da legislação precisa estar acompanhado de fiscalização, orçamento e execução efetiva das políticas públicas.

“A lei é um passo importante, mas ela precisa sair do papel e chegar à vida das pessoas. O verdadeiro resultado aparece quando uma família encontra atendimento, quando uma criança é acolhida na escola e quando uma pessoa com deficiência consegue ocupar os espaços com autonomia, respeito e dignidade”, conclui.