JUSTIÇA DECRETA PRISÃO PREVENTIVA DE HOMEM QUE CONFESSOU MATAR E ENTERRAR MENINA PÉTALA

A Justiça decretou a prisão preventiva de José Alves Teixeira Sobrinho, homem que confessou ter abusado sexualmente, matado e enterrado a menina Pétala Yonah Silva Nunes, de 7 anos, em Natal. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta terça-feira (21), um dia após a prisão em flagrante do suspeito.

Pétala foi encontrada morta no quintal da casa do ex-padrasto, localizada na rua Monte Celeste, no conjunto Leningrado, bairro Planalto, Zona Oeste da capital potiguar. A criança estava desaparecida desde a tarde do domingo (19), quando saiu de casa por volta das 15h.

Segundo a Polícia Civil, José Alves foi localizado na manhã de segunda-feira (20), no local de trabalho, conduzido para interrogatório e confessou o crime. De acordo com as investigações, ele admitiu ter abusado sexualmente da menina antes de matá-la. O corpo foi encontrado enterrado no imóvel onde a vítima havia morado com a mãe e o irmão até janeiro deste ano.

Durante a audiência de custódia, o Ministério Público defendeu a conversão da prisão em flagrante para preventiva, apontando a gravidade concreta do caso, a confissão do investigado e o risco que a liberdade dele representaria à sociedade e aos familiares da vítima.

Na manifestação, o órgão destacou a extrema violência empregada no crime e classificou o caso como compatível com o chamado vicaricídio — quando a criança é atacada como forma de atingir emocionalmente a mãe ou outro responsável. A prática passou a constar como crime específico na legislação brasileira neste mês de abril, com pena prevista de 20 a 40 anos de reclusão.

O Ministério Público também citou informações sobre outros procedimentos atribuídos ao investigado, incluindo casos que ainda deverão ser analisados pela Justiça, para sustentar a necessidade da manutenção da prisão.

A Defensoria Pública se manifestou pela homologação do flagrante e informou que não apresentaria pedido de liberdade provisória naquele momento.

Ao fim da audiência, José Alves ainda pediu autorização para registrar um boletim de ocorrência contra a ex-companheira. O juiz informou que aquele não era o momento processual adequado para tratar do assunto e encerrou a sessão.

98 FM