
O acordo Mercosul-União Europeia foi aprovado pelo Conselho Europeu e vai baratear vinhos, queijos, azeites e chocolates no Brasil. A redução das tarifas será gradual, mas os preços mais baixos chegam nos próximos anos, aliviando o bolso do consumidor.
O tratado, negociado por 25 anos, cria uma zona de livre comércio com 720 milhões de consumidores e movimenta US$ 22,3 trilhões em PIB. Para o Mercosul, é uma chance histórica de abrir mercados; para a União Europeia, uma forma de diversificar importações em tempos de crise.
França e alguns outros países reclamam de concorrência “desleal”, mas mecanismos de salvaguarda protegem setores sensíveis — ou seja, o Brasil sai ganhando.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pode assinar o acordo na próxima semana. Ainda falta o aval do Parlamento Europeu, dos Estados-Membros e dos congressos do Mercosul, mas o futuro barateamento é inevitável — e os burocratas europeus que se preparem.
Produtos que vão ficar mais baratos
- Azeite: de 10% para zero
- Vinhos: de 35% para zero
- Chocolate: de 20% para zero
- Queijos: de 28% para zero até 30 mil toneladas
- Leite em pó: de 28% para zero até 10 mil toneladas
- Fórmulas infantis: de 18% para zero até 5 mil toneladas