PREFEITO DE IELMO MARINHO É SOLTO UM DIA APÓS SER PRESO

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O prefeito de Ielmo Marinho, Fernando Batista Damasceno – conhecido como Fernando de Canto de Moça (MDB) –, foi solto na tarde desta quinta-feira 29, um dia depois de ser preso em flagrante durante o cumprimento de mandados da Operação Securitas, da Polícia Civil do Rio Grande do Norte. A primeira-dama Adriana Leocádio Damasceno havia sido presa junto e também foi liberada.

A decisão foi tomada pela desembargadora Sandra Elali, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), em audiência de custódia. A magistrada entendeu que os fatos apresentados não justificavam a manutenção da prisão e decidiu que o prefeito e a esposa devem responder em liberdade.

A audiência de custódia aconteceu no TJRN porque Fernando de Canto de Moça tem foro privilegiado por ser gestor municipal. Com a soltura, ele também volta imediatamente para o exercício do cargo de prefeito, pois os fatos investigados não têm relação com sua gestão no município.

Ao autorizar a saída da prisão, a Justiça impôs restrições, como recolhimento domiciliar noturno e obrigatoriedade de comparecer ao juízo uma vez por mês. A prisão também poderá ser restabelecida caso haja mudança de endereço sem comunicação prévia e destruição de possível provas.

Como aconteceu a prisão

A prisão do prefeito aconteceu nas primeiras horas da manhã de quarta-feira 28. Ele foi detido não por força de mandado de prisão, e sim em flagrante por embaraço à investigação e ocultação de provas, ao tentar se desfazer de dinheiro e um celular durante o cumprimento de buscas contra ele. Ao todo, R$ 60 mil foram apreendidos.

A Operação Securitas, que resultou na prisão do prefeito, foi deflagrada para cumprir mandados judiciais de busca e apreensão dentro de uma investigação que apura a prática de porte ilegal de arma de fogo, constituição de milícia privada e organização criminosa.

Segundo a Polícia Civil, Fernando de Canto de Moça é líder de uma organização criminosa voltada à intimidação de adversários políticos e à prática de outros ilícitos, contando com núcleo armado e capilaridade político-administrativa.

Em nota emitida logo depois da prisão, a assessoria do prefeito disse que ele foi surpreendido pela operação e destacou que “os fatos em apuração remontam a meados de 2023, período anterior ao mandato eletivo iniciado em 2025, não guardando qualquer relação com a atual administração municipal.” O gestor afirmou que iria colaborar com as investigações.

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