
O Rio Grande do Norte tem a sétima maior remuneração inicial para professores estaduais no país, com vencimento básico de R$ 6.814,88. De acordo com estudo do Movimento Profissão Docente, o montante supera o piso nacional (R$ 4.867,77) e a média brasileira da categoria (R$ 6.212,36), posicionando o estado como o terceiro melhor pagador da região Nordeste.
O valor atual representa um crescimento acumulado de 214% em relação ao salário vigente em 2020, que era de R$ 2.165,12. O levantamento aponta que a solidez da carreira potiguar reside na concentração dos ganhos no vencimento fixo, ao contrário de outras unidades federativas que dependem de gratificações variáveis para elevar os rendimentos iniciais do magistério.
O estudo analisou a estrutura das carreiras docentes nas redes estaduais até o fim de 2025. O relatório considera jornada de trabalho, tempo destinado ao planejamento e critérios de progressão funcional.
No Brasil, sem contar as gratificações e prêmios, um docente começa a carreira ganhando em média R$ 6.200, o que corresponde a quatro salários mínimos. A rede estadual com o mais alto salário inicial é a de Mato Grosso do Sul, com R$ 13 mil, e a que oferece o mais baixo é a do Rio de Janeiro, com R$ 4,8 mil.
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer do Rio Grande do Norte (Seec) destaca que a valorização salarial é um dos pilares para o fortalecimento da educação pública.
“Orientados pela política de valorização conduzida pela governadora Fátima Bezerra, a melhoria das condições de trabalho e da remuneração contribui para a atração e permanência de profissionais qualificados na rede estadual, além de impactar diretamente a qualidade do ensino e os resultados educacionais”, destacou.
De acordo com o relatório do Movimento Profissão Docente, a política de valorização salarial tem o objetivo de enfrentar a crise de atratividade da carreira no país. Segundo pesquisas da Fundação Getulio Vargas, o desempenho do professor é responsável por quase 60% dos resultados dos alunos no ensino fundamental.
A rede estadual de educação do Rio Grande do Norte ressalta que a melhoria das condições de trabalho e da remuneração contribui para a atração e permanência de profissionais qualificados na rede estadual, além de impactar diretamente a qualidade do ensino e os resultados educacionais.
“O estudo também aponta que o Rio Grande do Norte ocupa o primeiro lugar no ranking nacional de valorização relativa da carreira docente, com rendimento médio equivalente a 162% do salário de outros profissionais com escolaridade semelhante, indicador associado à Meta 17 do Plano Nacional de Educação”, destacou a pasta.
Crescimento
No Rio Grande do Norte, segundo o estudo nacional, o tempo necessário para que um professor com licenciatura plena atinja o topo da carreira é de 20 anos. O período é inferior à média nacional, de 25 anos.
A amplitude remuneratória total para docentes com licenciatura no estado é de 55,1%, acima da média nacional de 49%. Em Santa Catarina e no Piauí, o índice é inferior a 3%.
A carreira do magistério da rede estadual do Rio Grande do Norte também possui progressão estruturada e incentivos à qualificação profissional. Para professores com licenciatura plena, a remuneração final pode chegar a R$ 10.572,11, enquanto docentes com doutorado podem alcançar R$ 17.368,52. Entre as vantagens previstas estão o adicional por tempo de serviço, concedido no regime de quinquênios, e a gratificação por dedicação exclusiva para atuação em escolas de tempo integral.
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