
A Páscoa deve estimular a criação de postos de trabalho temporários no Rio Grande do Norte. Segundo projeção da Associação dos Supermercados do Rio Grande do Norte (Assurn), o período pode gerar cerca de 4 mil vagas, principalmente no comércio varejista. A remuneração deve variar em média entre um salário mínimo e cerca de R$ 1.700, podendo incluir benefícios.
Para Gilvan Mikelyson, presidente da Assurn, as contratações temporárias ocorrem devido ao aumento da produção e das vendas de chocolates e produtos típicos da época. “O comércio, especialmente supermercados e lojas especializadas, precisa ampliar as equipes para atender ao maior fluxo de clientes, organizar produtos e garantir agilidade no atendimento”, explica Mikelyson.
Ele destaca que parte dessas vagas podem se converter em cargos efetivos após o período. Para tanto, Gilvan Mikelyson recomenda que o profissional demonstre proatividade e disposição para aprender, atenda bem ao cliente, cumpra horários e metas com responsabilidade, trabalhe bem em equipe e mostre interesse em permanecer na empresa.
Thales Medeiros, gerente da Agência Sebrae Grande Natal, observa que historicamente os meses de março a maio registram aumento nas contratações, sendo a Páscoa um “catalizador econômico” desse movimento. Ele destaca admissões nos setores de serviços, comércio e produção artesanal de alimentos.
“Esse aquecimento sazonal gera um fluxo de demanda e exige que os negócios ampliem sua agilidade operacional. É aí onde a contratação temporária se torna estratégica. É importante notar que a Páscoa não fica restrita à produção e comércio de chocolate. Ela afeta as cadeias fornecedoras de insumos, de produção, logística e atendimento final ao consumidor”, diz Medeiros.
De acordo com a Assurn, os principais cargos temporários para a Páscoa são promotor de vendas, repositor de mercadorias, operador de caixa, atendente de loja e auxiliar de logística ou estoque. A maior parte dessas oportunidades se concentra no varejo e em supermercados.
Segundo o gerente do Sebrae, esses cargos temporários geralmente têm baixa exigência técnica, o que torna as competências comportamentais ainda mais relevantes para quem quer permanecer na empresa depois da Páscoa. “Competências como proatividade e inteligência interpessoal ganham um peso enorme na decisão do empreendedor quanto à contratação definitiva”, afirma.
Para transformar a oportunidade em emprego definitivo, Medeiros diz que é importante se posicionar como um “agente de valor para a manutenção e crescimento do negócio”. “Um novo colaborador vem com a expectativa de que some aos esforços do negócio, promova o seu desenvolvimento com boas sugestões e competências comportamentais que facilitem as atividades no dia a dia”, conclui.
A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Natal) reforça que a Páscoa gera oportunidades pontuais de trabalho, principalmente para aumentar as equipes de vendas e atendimento.
“Também observamos a contratação de promotores de vendas para atuação direta nos pontos de venda, impulsionando a comercialização dos produtos típicos da data.
Esse movimento é um reflexo direto do aquecimento do comércio em datas sazonais. O aumento da mão de obra indica que o varejo está se preparando para atender uma demanda maior do consumidor. Além disso, representa uma oportunidade importante de geração de renda temporária para muitas pessoas e, em alguns casos, pode abrir portas para efetivações”, diz o presidente da CDL, José Lucena.