MULHER É PRESA NO RN SUSPEITA DE TORTURAR E MATAR ANIMAIS PARA VENDER VÍDEOS DE CRUEDADE NA INTERNET

Foto: MPRN

Uma mulher foi presa preventivamente no município de Marcelino Vieira após uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) em conjunto com a Polícia Civil identificar a prática reiterada de crimes ambientais contra animais. A suspeita utilizava plataformas digitais para divulgar vídeos com cenas de extrema crueldade e lucrava com a venda de conteúdos personalizados para seguidores.

De acordo com o MPRN, a apuração teve início após o órgão requisitar a instauração de um inquérito policial para investigar denúncias envolvendo maus-tratos a animais. Durante as investigações, foram encontrados vídeos que mostravam o abate cruel de aves por meio de torção de pescoço e pisoteamento.

Segundo os investigadores, os registros indicavam que os animais permaneciam se debatendo e apresentavam sinais evidentes de sofrimento após as agressões.

Tortura de gatos, cães e animais silvestres

Além das aves, a investigação identificou casos de tortura e morte de gatos, bem como agressões contra cães, preás e capivaras. Os conteúdos eram publicados em áreas restritas para assinantes nas plataformas digitais administradas pela suspeita.

Ainda conforme o MPRN, os vídeos mais violentos eram comercializados de forma personalizada. Seguidores pagavam mensalidades para ter acesso ao material e podiam sugerir, mediante pagamento, a forma como os animais seriam agredidos ou mortos.

As investigações apontam que a mulher transformou a violência contra os animais em uma atividade lucrativa, utilizando as redes sociais para atrair interessados nos conteúdos.

Investigação aponta possível comportamento zoosádico

A análise realizada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil também apontou que a suspeita demonstrava satisfação durante a prática dos atos de violência. De acordo com os investigadores, esse comportamento pode guardar relação com características descritas na literatura psicológica e psiquiátrica sob a denominação de zoosadismo, termo utilizado para definir o prazer obtido a partir do sofrimento de animais.

O caso segue sob investigação das autoridades, que apuram a extensão dos crimes e a possível participação de outras pessoas envolvidas na compra e solicitação dos conteúdos divulgados pela suspeita.

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