
O avião que transportou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) da Argentina aos Estados Unidos pertence à empresa Baires Fly, ligada ao empresário argentino Sergio Daniel Mastropietro, investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro e desvios de recursos públicos durante o governo de Javier Milei. Segundo a coluna de Malu Gaspar, em O Globo, as investigações envolvem supostos desvios superiores a 7,8 bilhões de pesos argentinos, cerca de R$ 27 milhões, na Agência Nacional de Deficiência (Andis). O caso também envolve suspeitas relacionadas a Karina Milei, irmã do presidente argentino, que estão sob investigação.
De acordo com a reportagem, empresas ligadas a Mastropietro teriam recebido recursos suspeitos, incluindo repasses superiores a 95 milhões de pesos argentinos para contas da Baires Fly. O jato utilizado por Flávio, um Gulfstream G400, de prefixo LV-JQW, fez escala no Equador antes de seguir para os Estados Unidos. A viagem ocorreu após o senador ser intimado a entregar seus passaportes por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prazo que, segundo a reportagem, não foi cumprido.
As informações são de O Globo.