
A nove dias do primeiro turno, Allyson Bezerra (União Brasil) ampliou sua vantagem na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira, 25 de setembro. No cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, o ex-prefeito de Mossoró aparece com 39% das intenções de voto. Em 24 de agosto, tinha 25%. O avanço é de 14 pontos percentuais em 32 dias.
Cadu de Lula (PT) manteve os 21% registrados na rodada anterior. Álvaro Dias (PL) passou de 19% para 18%, variação de um ponto dentro da margem de erro. Com isso, a distância entre Allyson e o segundo colocado, que era de quatro pontos em agosto, chegou a 18 pontos. Cadu aparece numericamente três pontos à frente de Álvaro, diferença que não permite tratar a disputa entre os dois como definida.
A pesquisa foi encomendada pela Inter TV Cabugi. A Quaest ouviu 804 pessoas de 16 anos ou mais no RN entre 21 e 24 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número RN-01492/2026. A rodada anterior, realizada de 20 a 23 de agosto com 804 entrevistados, tem registro RN-00876/2026.
Além dos três primeiros, Rodrigo Bolsonaro (Agir) marca 1% na pesquisa atual, ante 2% em agosto. Arinalda do MLB (UP), Dário Barbosa (PSTU), Professor Robério Paulino (PSOL), Henrique Lyra (PCO) e Godeiro Linhares (DC) aparecem com 0% nos resultados arredondados. O candidato do DC mudou entre as duas rodadas: em agosto, a lista apresentada aos entrevistados trazia Carlos Jararaca, também com 0%.
Os entrevistados que não souberam responder, não responderam ou se disseram indecisos passaram de 16% para 10%. Brancos e nulos caíram de 14% para 11%. Juntos, esses dois grupos representam 21% na pesquisa atual, ante 30% na anterior. A queda acompanha a aproximação da eleição, mas o levantamento não permite identificar para quais candidatos cada eleitor desse grupo teria migrado.
Pesquisa espontânea e decisão de voto
O crescimento de Allyson aparece na pesquisa espontânea, modalidade em que o entrevistador não apresenta a lista de candidatos. Ele passou de 16% para 29%, alta de 13 pontos percentuais. Cadu e Álvaro têm 11% cada; ambos registravam 10% em agosto.
Na espontânea, o percentual dos que não souberam indicar um nome ou não responderam caiu de 57% para 43%. Brancos e nulos permaneceram em 6%. Outros nomes, que somavam 1% na rodada anterior, aparecem com 0% no resultado arredondado de setembro.
A Quaest perguntou ainda se a escolha para governador já é definitiva. Nesta rodada, 77% responderam que sim, contra 66% em agosto. Os que afirmam poder mudar o voto até 4 de outubro passaram de 34% para 23%. Trata-se da disposição declarada no momento da entrevista, não de uma garantia de que o eleitor manterá sua escolha na urna.
Simulações de segundo turno
A vantagem de Allyson também aumentou nas duas simulações de segundo turno em que seu nome foi testado. Contra Cadu, ele marca 50% a 30%. Em agosto, os dois estavam praticamente lado a lado, com 35% e 34%, respectivamente. Nesse confronto, brancos e nulos passaram de 20% para 14%, e os que não souberam responder ou não responderam, de 11% para 6%.
Diante de Álvaro, Allyson tem 49% a 27%. A pesquisa anterior apontava 35% a 30%. Brancos e nulos somam agora 19%, ante 24% em agosto; os que não souberam responder ou não responderam caíram de 11% para 5%.
A terceira simulação reúne Cadu e Álvaro. O petista aparece com 39%, e o candidato do PL, com 37%. Em agosto, o placar era de 36% a 31%. A diferença atual é de apenas dois pontos. Nesse cenário, 19% declaram voto branco ou nulo, e 5% não sabem ou não respondem.
Os cenários de segundo turno são hipóteses submetidas aos entrevistados. Assim como os números do primeiro turno, retratam o período da coleta e não antecipam o resultado da eleição.
Potencial de voto e rejeição
Outro bloco da pesquisa ajuda a dimensionar a posição dos principais candidatos. Entre os entrevistados, 50% afirmam conhecer Allyson e poder votar nele, ante 36% em agosto. O percentual dos que dizem não conhecê-lo caiu de 39% para 30%, enquanto a rejeição — a parcela que o conhece, mas afirma não votar nele de jeito nenhum — passou de 25% para 20%.
No caso de Cadu, 29% dizem conhecê-lo e poder votar nele, ante 27% na rodada anterior. O desconhecimento caiu de 47% para 38%, mas a rejeição subiu de 26% para 33%. Álvaro registra 34% de potencial de voto, ante 32% em agosto; 27% dizem não conhecê-lo, contra 26% antes; e sua rejeição passou de 42% para 39%. Ele continua com o maior índice de rejeição entre os três principais candidatos.
Para os demais nomes, a pesquisa atual registra potencial de voto de 8% para Rodrigo Bolsonaro; 5% para Dário Barbosa e Professor Robério Paulino; 3% para Henrique Lyra; e 1% para Arinalda do MLB e Godeiro Linhares. Esses percentuais medem quem poderia votar em cada candidato, não a intenção de voto efetiva.
Principais problemas do RN
Questionados sobre o principal problema do Rio Grande do Norte, 29% dos entrevistados mencionaram a saúde, ante 38% em agosto. Violência aparece com 21%, contra 20% na rodada anterior. Infraestrutura passou de 5% para 12%, e educação, de 5% para 7%. Outros 1% afirmam que o Estado não tem problemas, e 8% não souberam ou não responderam.
Esses resultados indicam quais assuntos os entrevistados consideram prioritários. Não medem, por si, melhora ou piora dos serviços públicos.