PESQUISAS COMPROVAM QUE VACINA QUE VACINA CONTRA HPV É MAIS EFETIVA NA INFÂNCIA

A vacinação contra HPV (papilomavírus humano) é mais efetiva na infância, segundo informações do Instituto Butantan. As doses devem ser aplicadas em meninos e meninas com idade entre os 9 e 14 anos. 

Quando aplicada precocemente, a vacina induz maior quantidade de anticorpos e garante proteção antes do início da vida sexual. Isso contribui para reduzir a transmissão do vírus entre as pessoas, possibilitando a longo prazo a erradicação de doenças como o câncer de colo de útero.

A vacina é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ela é a única capaz de proteger contra diferentes tipos de câncer – de ânus, vulva, vagina, pênis, orofaringe e colo de útero. Este último é o 4º câncer mais frequente em mulheres no mundo e é tema do mês de janeiro de 2023 da campanha de conscientização da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A proteção induzida pela vacina também é duradoura. Estudos clínicos conduzidos em países como Suécia, Dinamarca, Finlândia, Canadá, Estados Unidos, Nova Zelândia e Austrália acompanharam durante mais de 10 anos os efeitos positivos da vacinação contra o HPV. Nesse período, foram mantidos altos níveis de anticorpos e não foi registrado nenhum caso de câncer relacionado ao HPV na população imunizada. O surgimento de lesões pré-cancerosas ou verrugas genitais também foi reduzido.

Adultos ainda devem se vacinar

Vale ressaltar que a vacina contra o HPV também fornece proteção a adultos, e que aqueles que não foram imunizados quando mais novos devem buscar a vacinação. Como existem mais de 200 tipos conhecidos de HPV, a vacinação tardia também ajuda a proteger contra os vírus pelos quais o indivíduo ainda não se infectou. A indicação do imunizante se estende para homens e mulheres com até 45 anos, que no Brasil podem se vacinar somente na rede privada. 

No SUS, o imunizante está disponível apenas para os grupos prioritários: meninas de 9 a 14 anos, meninos de 11 a 14 anos, e homens e mulheres imunossuprimidos ou pacientes oncológicos de até 45 anos.