
O Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Norte (Proedi) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com crescimento no número de empresas beneficiadas, manutenção de mais de 61 mil empregos e avanço da interiorização da atividade industrial. Os resultados, divulgados pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec), reforçam o papel do programa como principal instrumento de incentivo à indústria potiguar e de atração de investimentos para o Estado.
Entre janeiro e março, o número de indústrias participantes passou de 361 para 371 empresas ativas, crescimento de 2,77% no período. O avanço ocorre em um cenário de recuperação gradual da atividade industrial nacional e reflete, segundo o governo estadual, a confiança do setor produtivo no ambiente de negócios do Rio Grande do Norte.
Além da expansão da base empresarial, o programa manteve elevado nível de ocupação. Em março, as empresas beneficiadas contabilizaram 61.912 vínculos ativos, entre empregos diretos e terceirizados. O resultado demonstra a capacidade do Proedi de sustentar postos de trabalho mesmo em um período tradicionalmente marcado por ajustes sazonais em diversos segmentos da economia.
O desempenho de Mossoró foi um dos principais destaques do levantamento. O município consolidou sua posição como maior polo industrial do interior potiguar ao registrar crescimento de 22,67% no estoque de empregos vinculados ao programa. O número de vagas passou de 7.604 em janeiro para 9.328 em março, impulsionado principalmente pela expansão das atividades da indústria de transformação.
Os dados também evidenciam o avanço da descentralização econômica promovida pelo programa. Atualmente, 150 das 371 empresas beneficiadas estão instaladas fora da Região Metropolitana de Natal e dos principais centros urbanos, o equivalente a 40,43% do total. O percentual é apontado pelo governo como um indicador do fortalecimento das economias locais e da distribuição mais equilibrada dos investimentos industriais pelo território potiguar.
Nas mesorregiões, o Agreste Potiguar apresentou o maior crescimento proporcional do período. O estoque de empregos avançou 53,59%, resultado atribuído principalmente à expansão das indústrias têxtil e alimentícia. A região Central Potiguar registrou aumento de 6,58%, enquanto o Oeste Potiguar encerrou o trimestre com quase 13 mil empregos vinculados às empresas participantes do programa.
O levantamento mostra ainda uma diversificação crescente da atividade industrial no Estado. Os setores de alimentos e têxtil seguem como os principais empregadores da indústria potiguar, mas a indústria de transformação ampliou sua participação e consolidou-se entre os segmentos mais dinâmicos da economia local. A mineração também apresentou crescimento, acompanhando a retomada de investimentos e o aumento da demanda por insumos minerais.
Criado para substituir programas anteriores de incentivo fiscal, o Proedi concede benefícios tributários às empresas que mantêm ou ampliam investimentos e empregos no Rio Grande do Norte. A política tem sido apontada por entidades empresariais como um dos fatores que contribuíram para ampliar a competitividade industrial do Estado nos últimos anos.
Para o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Lahyre Rosado Neto, os resultados do trimestre confirmam a importância do programa para a estratégia de crescimento econômico adotada pelo governo.
“O Proedi é uma das frentes em que o Governo tem atuado na busca permanente pelo desenvolvimento do RN. Os resultados positivos mostram que estamos no caminho certo e estaremos sempre buscando melhorar. O dado que mais nos alegra é a descentralização promovida pelo programa, onde 40,43% das empresas beneficiadas pelo Proedi estão localizadas fora dos grandes centros. É a ação do Governo chegando a todo o Estado”, afirmou.
A expectativa da Sedec é que o programa continue ampliando sua abrangência ao longo de 2026, impulsionado pela chegada de novos empreendimentos, pela expansão de empresas já instaladas e pela consolidação de polos produtivos no interior. O desempenho do primeiro trimestre reforça a avaliação do governo de que a política de incentivos segue desempenhando papel relevante na geração de emprego, renda e investimentos para a economia potiguar.