
A Prefeitura de Santa Cruz vive uma realidade financeira que desmonta qualquer discurso de escassez de recursos. Os números oficiais mostram que a arrecadação do município não para de crescer, colocando a gestão da prefeita Aninha de Cleide em uma situação confortável do ponto de vista financeiro.
Em 2024, Santa Cruz arrecadou R$ 157.329.195,39. Já em 2025, o valor saltou para R$ 176.453.409,86 ,
um aumento de mais de R$ 19 milhões em apenas um ano.
E o mais chamativo: 2026 já começou acelerando ainda mais os cofres públicos.
Somente entre janeiro e abril de 2025, o município havia arrecadado R$ 48.350.497,34. No mesmo período de 2026, a receita chegou a impressionantes R$ 56.386.566,39.
Na prática, foram mais R$ 8 milhões entrando nos cofres da prefeitura em apenas quatro meses, um crescimento de cerca de 16,6%.
Os principais repasses seguem em curva ascendente:
2024
IPTU: R$ 3.316.929,37
ISS: R$ 4.491.280,46
FPM: R$ 53.998.437,31
ICMS: R$ 11.897.230,61
FUNDEB: R$ 33.965.056,93
2025
IPTU: R$ 2.983.933,35
ISS: R$ 4.740.281,32
FPM: R$ 60.691.215,29
ICMS: R$ 12.767.615,04
FUNDEB: R$ 36.752.953,94
O FPM sozinho teve aumento de quase R$ 7 milhões em relação ao ano anterior, enquanto o FUNDEB cresceu quase R$ 3 milhões. O ICMS também avançou.
Os dados deixam evidente que dinheiro não falta em Santa Cruz. O problema passa a ser outro: onde estão os reflexos desse crescimento milionário na vida da população?
Quando a arrecadação cresce ano após ano, a população espera mais obras, mais investimentos, melhoria nos serviços públicos e menos justificativas políticas.
A realidade financeira da prefeitura mostra que Santa Cruz atravessa um dos períodos de maior volume de arrecadação da sua história recente. E diante de números tão robustos, qualquer narrativa de dificuldade financeira perde força diante dos próprios dados oficiais. Os dados foram extraídos dos RREO (Relatórios Resumidos de Execução Orçamentário) juntados ao TCE e no Portal da Transparência.
Robson Pires