
O número de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil caiu 9,2% no Brasil entre 2024 e 2025, passando de 1,65 milhão para cerca de 1,5 milhão. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). Apesar da redução, o problema ainda atingia 4% da população nessa faixa etária, enquanto aproximadamente 525 mil jovens estavam envolvidos nas chamadas piores formas de trabalho infantil, que incluem atividades perigosas ou prejudiciais à saúde e à segurança.
O levantamento também aponta diferenças regionais e impactos na educação. O Sudeste registrou o maior número absoluto de casos, com 481 mil crianças e adolescentes, enquanto o Norte apresentou a maior proporção, com 6,3% da população de 5 a 17 anos nessa situação. No Nordeste, foram contabilizados 408 mil casos. Além disso, 86,9% dos jovens em situação de trabalho infantil frequentavam a escola, percentual inferior aos 97,5% observados na população total dessa faixa etária. Segundo o IBGE, a legislação brasileira estabelece restrições ao trabalho de adolescentes e proíbe atividades laborais para crianças de até 13 anos.