VEREADORA CAROL PIRES TEM CELULAR APREENDIDO EM OPERAÇÃO SOBRE VENDA DE EXAMES NO WALFREDO GURGEL

Parlamentar diz que não teve acesso aos autos e desconhece investigação – CMP / Divulgação

A vereadora de Parnamirim Carol Pires (União) teve o celular apreendido durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em sua residência, na manhã desta quarta-feira 7. A diligência faz parte da Operação Sine Mora, que investiga possível venda irregular de acesso a exames no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal.

Em nota, a parlamentar informou que entregou voluntariamente o aparelho, com a senha, para averiguação. Afirmou que ainda não teve acesso aos autos e desconhece os fatos investigados. A Polícia Civil não detalhou a suspeita relacionada à vereadora nem informou qual teria sido sua participação no possível esquema.

Carol é filha da vice-prefeita de Parnamirim, Kátia Pires (União). A parlamentar disse que acionou sua defesa jurídica para obter acesso ao processo e compreender o objeto da apuração. Também negou ter praticado atos ilícitos, tanto no exercício do mandato quanto em outras circunstâncias relacionadas à investigação.

Carol declarou ter interesse no esclarecimento dos fatos e afirmou que divulgará novas informações quando conhecer o conteúdo dos autos.

Operação investiga venda de exames

A Polícia Civil cumpriu 15 mandados de busca e apreensão na Operação Sine Mora, que tem sete investigados. A ação contou com apoio da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Norte (Gaeco/MPRN).

Segundo a polícia, servidores públicos e terceiros teriam facilitado irregularmente a realização de exames custeados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mediante recebimento de vantagens indevidas.

A Sesap informou que a apuração envolve acesso a tomografias e radiografias. A investigação começou a partir de informações encaminhadas pela secretaria sobre inconsistências entre os registros de entrada de pacientes e os exames realizados, além de atendimentos fora do fluxo regular do hospital.

A Justiça determinou medidas cautelares contra sete investigados, incluindo o afastamento de cinco servidores efetivos do Walfredo Gurgel. A Sesap afirmou que a investigação é anterior à atual gestão da pasta e da direção do hospital e que ambas colaboraram com a apuração.

Celulares e documentos recolhidos durante as diligências serão analisados. A Polícia Civil não informou os valores supostamente cobrados nem por quanto tempo o possível esquema teria funcionado.

Agora RN