ALLYSON RETOMA CAMPANHA PELA ZONA NORTE DE NATAL E DIZ QUE ATUAL GOVERNO “FRACASSOU”

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Allyson Bezerra (União) retomou a campanha de rua nesta terça-feira 6 com uma caminhada na Zona Norte de Natal. Durante o ato, fez críticas à gestão da governadora Fátima Bezerra (PT), que apoia o candidato Cadu de Lula (PT).

No primeiro grande ato da candidatura no segundo turno, ao lado do vice Hermano Morais (MDB), Allyson afirmou que a disputa será entre o modelo atual, “que fracassou, de um Estado desmantelado e desgovernado”, e sua proposta de uma administração eficiente e moderna, voltada à geração de empregos e à regionalização da saúde.

A chamada Caminhada da Mudança teve concentração no cruzamento da Avenida das Seringueiras com a Rua Noel Costa, no bairro Nossa Senhora da Apresentação. Durante o percurso, Allyson e Hermano conversaram com moradores, apoiadores e lideranças locais. A mobilização abriu uma semana de compromissos na capital, onde o candidato pretende apresentar propostas e ampliar os apoios.

Allyson agradeceu aos eleitores pela primeira colocação no domingo 4 e voltou a interpretar o resultado como uma manifestação favorável à substituição do grupo que governa o Estado. “Mais de 63% da população do Estado decidiu que quer mudança, e a chance dessa mudança é agora”, declarou.

A referência corresponde à soma das votações das duas principais candidaturas de oposição. Allyson recebeu 733.809 votos, equivalentes a 36,94% dos válidos, enquanto Álvaro Dias (PL), eliminado da disputa, somou 530.580, ou 26,71%. Juntos, alcançaram 1.264.389 votos e 63,65% dos válidos.

Capital concentra disputa por novos eleitores

A agenda em Natal ocorre em um território onde Allyson terminou o primeiro turno em terceiro lugar. Álvaro liderou na capital com 165.210 votos, equivalentes a 39,69% dos válidos. Cadu ficou em segundo, com 147.509 votos e 35,43%, enquanto o candidato do União recebeu 101.941 votos, ou 24,49%. A diferença entre os dois concorrentes que seguem na disputa foi de 45.568 votos no município.

“Natal nos deu uma excelente votação na minha primeira campanha majoritária. Essa semana fico aqui na capital apresentando as propostas e mobilizando nossos apoiadores”, afirmou Allyson. O ex-prefeito de Mossoró também disse que novas lideranças já se incorporaram à campanha e demonstrou confiança de que a maioria dos potiguares confirmará a mudança no segundo turno.

O movimento dá continuidade ao chamado feito após a apuração para reunir os eleitores das candidaturas de oposição. Em pronunciamentos e publicações nas redes sociais, Allyson passou a defender a união desse eleitorado e a apresentação mais detalhada de seu programa para a nova etapa.

Proposta da terceira ponte

Durante a caminhada, Allyson reafirmou a promessa de construir uma terceira ponte sobre o Rio Potengi para ampliar a ligação da Zona Norte com outras regiões de Natal e distribuir o trânsito hoje concentrado nas travessias de Igapó e Newton Navarro. Também prometeu concluir obras paradas, entre elas a requalificação da Avenida das Fronteiras, e realizar investimentos em outras localidades da Região Metropolitana.

A proposta da nova ponte foi apresentada durante o primeiro turno como parte de um complexo viário integrado às avenidas Itapetinga e das Fronteiras, com conexões entre a Zona Norte e as zonas Leste e Sul. Em setembro, o candidato divulgou imagens conceituais da estrutura, com crédito do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne).

Allyson anunciou que pretende iniciar a estruturação técnica em janeiro de 2027, caso seja eleito. Ainda precisam ser definidos o traçado exato, os acessos, as soluções de engenharia, o orçamento e o projeto executivo. Segundo o planejamento apresentado pelo candidato, uma intervenção desse porte exigiria pelo menos um ano de estudos, incluindo a avaliação dos impactos ambientais, urbanísticos e sobre o trânsito.

Para financiar a obra, Allyson propõe buscar recursos junto ao governo federal, à bancada federal potiguar e por meio de financiamentos. Também defendeu a criação de uma estrutura estadual dedicada à elaboração de projetos e à captação de recursos, com um banco de projetos para subsidiar grandes intervenções. O custo definitivo e o cronograma de execução da terceira ponte dependerão dessas etapas.