
Os caminhoneiros do Rio Grande do Norte não vão aderir à paralisação nacional convocada por parte da categoria. A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Caminhoneiros do RN, R.A. Edson Negrão, que gravou um vídeo para tranquilizar motoristas, empresas e a população.
Segundo o sindicalista, o movimento convocado nacionalmente não representa os caminhoneiros potiguares. Ele afirmou que a liderança responsável pela mobilização tem atuação restrita a outra região do país e não fala em nome da categoria no estado.
Edson Negrão também destacou que o sindicato concluiu recentemente uma negociação coletiva considerada positiva para os trabalhadores, o que, na avaliação da entidade, elimina a necessidade de uma nova greve.
Entre as conquistas citadas estão reajuste salarial, garantia de plano de saúde, plano assistencial, pagamento por acúmulo de função para motoristas, adicional de penosidade para ajudantes e auxílio-medicamento.
“O Rio Grande do Norte não terá nenhum tipo de paralisação. Nossa convenção foi fechada recentemente com avanços importantes para a categoria, e seguimos trabalhando para conquistar ainda mais melhorias para os caminhoneiros”, afirmou.
O presidente do sindicato reforçou que o transporte de cargas seguirá funcionando normalmente em todo o estado e pediu que os profissionais mantenham a rotina de trabalho, descartando qualquer bloqueio de rodovias ou interrupção das atividades no RN.
A paralisação nacional foi anunciada pela Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), presidida por Wallace Landim, conhecido como Chorão. A entidade orientou caminhoneiros a suspenderem as viagens a partir da meia-noite desta segunda-feira 13, como forma de pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a colocar em votação a Medida Provisória nº 1.343.
A MP, editada pelo governo federal em março, altera regras do transporte rodoviário de cargas, incluindo mudanças na fiscalização e nos critérios de cálculo do piso mínimo do frete, incorporando custos como combustível, manutenção e seguros. O texto perde a validade na próxima quinta-feira (16), caso não seja votado pelo Congresso Nacional.