CHINA REJEITA SANÇÕES DOS EUA CONTRA REFINARIAS E ACUSA VIOLAÇÃO DA LEI INTERNACIONAL

Bandeiras da China e dos Estados Undios | Reprodução

A China rejeita sanções impostas pelos Estados Unidos contra cinco refinarias do país asiático, acusadas de comprar petróleo iraniano. A medida foi confirmada neste sábado (2) pelo Ministério do Comércio chinês, que classificou as ações norte-americanas como violação do direito internacional. Além disso, o governo liderado por Xi Jinping anunciou medidas para neutralizar os efeitos das punições.

De acordo com a agência estatal Xinhua, a China emitiu uma espécie de liminar para impedir que as sanções tenham validade dentro do país. Dessa forma, autoridades chinesas orientam que empresas e instituições não reconheçam nem cumpram as restrições impostas por Washington.

China rejeita sanções e amplia tensão global

As sanções foram aplicadas durante o governo de Donald Trump e atingem refinarias como Hengli Petrochemical, além de empresas independentes conhecidas como “teapot”. Essas companhias têm papel relevante no setor, já que respondem por cerca de um quarto da capacidade de refino da China.

Segundo o Departamento do Tesouro dos EUA, as empresas foram penalizadas por negociarem petróleo com o Irã, o que, na visão americana, fortalece financeiramente o país do Oriente Médio. Por outro lado, o governo chinês discorda dessa interpretação e afirma que as medidas são unilaterais e ilegais.

Além disso, as sanções já provocam impactos práticos nas operações das refinarias. Empresas enfrentam dificuldades para importar petróleo bruto e, em alguns casos, precisam comercializar derivados com nomes diferentes para contornar restrições. Ainda assim, o governo chinês tenta reduzir esses efeitos com medidas internas.

Enquanto isso, o cenário internacional segue pressionado. O mercado de petróleo enfrenta instabilidade, especialmente após tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Como resultado, o preço da commodity registra oscilações, o que afeta diretamente economias ao redor do mundo.